Presidente da Associação Rural de RO está foragido por envolvimento na morte de jovens em área de conflito

  • 17/09/2026
(Foto: Reprodução)
Sérgio Sussumi Suganuma Reprodução/Redes Sociais O presidente da Associação Rural de Rondônia e organizador da ExpoJipa, Sérgio Sussumi Suganuma, está foragido por ser acusado de envolvimento envolvimento nas mortes de Ruan Lucas Hildebrandt, de 18 anos, e Alysson Henrique de Sá Lopes, de 23 anos. A prisão preventiva foi decretada na segunda-feira (14) após o julgamento ser suspenso porque os advogados de defesa dos réus abandonaram a sessão. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias de RO em tempo real e de graça ➡️Os crimes ocorreram entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2016. O corpo de Alysson Henrique foi encontrado carbonizado dentro de um veículo nas proximidades de uma fazenda, na zona rural de Cujubim (RO). Já o corpo de Ruan Lucas nunca foi localizado. Na segunda-feira (14), o caso foi a julgamento depois de 10 anos. No entanto, os advogados alegaram que não tiveram acessos a novas provas e abandonaram a sessão. De acordo com o TJ-RO, as provas não são novas e a defesa sempre teve acesso, elas apenas foram digitalizadas recentemente. Segundo o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), os réus Rivaldo de Souza, Moisés Ferreira de Souza e Jonas Augusto dos Santos Silva foram presos no dia do julgamento. A defesa de Sérgio informou que ele acompanhava a audiência por videoconferência. O MP-RO pediu a prisão preventiva dos acusados até que um novo julgamento seja realizado, sob o argumento de garantir a aplicação da lei penal e a regularidade da instrução processual. A Justiça também determinou que os réus arquem com os custos e despesas decorrentes do cancelamento da sessão. O proprietário da fazenda, Paulo Iwakami, não participou do julgamento por questões de saúde. O processo dele foi desmembrado, será analisado separadamente, e o réu não teve a prisão decretada. Alysson Henrique e Ruan Hildebrandt CPT/Divulgação LEIA TAMBÉM: Homem é condenado a 131 anos de prisão por chacina que matou mulher, criança e bebê em RO PF faz operação contra extração ilegal de madeira em terras indígenas de RO Entenda o caso De acordo com o processo, o proprietário da fazenda, Paulo Iwakami, contratou um grupo de segurança privada clandestina após duas reintegrações de posse na propriedade. Em ambas as ocasiões, grupos de trabalhadores rurais sem terra deixaram o local, mas retornaram posteriormente. Segundo a investigação, o fazendeiro pagou R$ 105 mil a um amigo e então presidente da Associação Rural de Ji-Paraná, Sérgio Sussumi Suganuma, para organizar a segurança da área. Ele ficou responsável por recrutar policiais militares para impedir a entrada de invasores na fazenda. No dia 1º de fevereiro de 2016, o corpo de uma pessoa foi encontrado carbonizado nas proximidades. Após exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), a vítima foi identificada como Alysson Henrique. As buscas por Ruan Lucas começaram no mesmo dia e apesar da mobilização, o jovem não foi encontrado. As buscas foram encerradas quatro dias depois, e o corpo de Ruan Lucas continua desaparecido. Durante as investigações, policiais militares que integravam o grupo de vigilância clandestina chegaram a trocar tiros com equipes da própria PM. Na época, um arsenal de armas de fogo atribuído ao grupo foi apreendido dentro de uma caminhonete. AGORA NO G1: Agora no g1 O que diz a defesa Sérgio Sussumi Suganuma A defesa de Sérgio afirma que não teve acesso às provas do processo em tempo hábil e que parte do material disponibilizado estava incompleto, o que teria impedido a realização do júri. A defesa considera a decisão de prender os suspeitos abusiva e informou que pretende contestá-la no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) por meio de habeas corpus, e no Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de reclamação constitucional. O g1 entrou em contato com a defesa para obter um posicionamento sobre o fato de ele ainda estar foragido. Até a última atualização desta matéria, não houve retorno. Paulo Iwakami A defesa de Paulo Iwakami afirma que, cinco dias antes do julgamento, foram incluídos no processo laudos, extrações de dados e documentos técnicos referentes a 54 CDs e um pen drive, cujo acesso já havia sido solicitado pelos advogados. De acordo com o TJ-RO, as provas não são novas e a defesa sempre teve acesso, elas apenas foram digitalizadas recentemente. Além disso, a defesa apresentou um relatório médico informando que Iwakami, de 74 anos, tem um aneurisma da aorta torácica com indicação cirúrgica, além de outras doenças. Os advogados alegaram que ele não teria condições de permanecer no plenário por vários dias sem colocar a própria saúde em risco. Por isso, em 11 de setembro, a defesa pediu o adiamento do julgamento e solicitou, caso necessário, uma perícia médica. O pedido foi acolhido para que Iwakami passe por avaliação determinada pela Justiça. Uma nova data para o júri será definida posteriormente. A defesa afirmou ainda que não comentará o mérito da acusação, deixando as manifestações sobre os fatos para o plenário do Tribunal do Júri. O g1 entrou em contato com as defesas de Rivaldo de Souza, Moisés Ferreira de Souza e Jonas Augusto dos Santos Silva, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno. Corpo encontrado deve passar por exames para identificar vítima Veja Notícias/Reprodução

FONTE: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2026/09/17/presidente-da-associacao-rural-de-ro-esta-foragido-por-envolvimento-na-morte-de-jovens-em-area-de-conflito.ghtml


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